Jô Soares defende o governo Dilma

Ele passou a falar tanta besteira. O seu velho amigo e produtor Max Nunes era um comunista,o Jô era tão esquerdista e, sim, petralha. O homem vestiu o chapéu de defensor do PT e da presidente Dilma de tal forma que chega a ser constrangedor mesmo para alguém neutro.

Senão, vejamos: quem ainda consegue negar o estelionato eleitoral em curso? Ninguém! Quer dizer: Jô consegue. Disse com todas as letras que não acha que houve enganação, que todos sabiam das medidas que teriam de ser tomadas. Como é? Os eleitores de Dilma sabiam então que ela iria fazer tudo exatamente ao contrário do que prometera.

Uma das “meninas” subiu na tamanca nesse momento, não se segurando. Ficou irritada com Jô e não fez cara de passagem, como as demais. Cristiana “Lobo em pele de cordeiro”, diga-se de passagem, foi um espetáculo à parte, sempre dando um jeito de aliviar a barra da “presidenta” e seu partido. Já outra lembrou que Vaccari Neto, ao lado do líder do PT que era tão elogiado por Jô, tinha sido preso naquele dia mesmo. Jô chamou na mesma hora comerciais.

A ligação do advogado indicado com o MST não foi vista como um problema por Jô, que, aliás, garantiu que ainda há muita terra inútil, improdutiva nesse vasto país, tomando o partido daqueles que invadem propriedades alheias em nome da “justiça social”. Se invadirem o inútil Jaguar do apresentador, será que ele vai gostar?

Lamento ter perdido meu tempo – e meu sono – vendo uma defesa tão cafajeste do governo, do PT, da presidente, do MST e da esquerda.Ele não poderia ter ficado de fora. Se Jô acha que Dilma não enganou seus eleitores, eu “acho” que Jô Soares engana seus telespectadores. Falta o mínimo de compromisso com os fatos ali.

Veja os motivos da cega defesa a Dilma e o PT:

segundo o site O DIA Celebridades e nomes da cultura nacional estão na lista dos 86.667 brasileiros identificados por um código em contas numeradas na agência de "private bank" do HSBC em Genebra, na Suíça. Segundo um levantamento feito pelo Uol e O Globo , os dados são referentes aos anos de 2006 e 2007. Artistas como Claudia Raia, Edson Celulari, Marília Pêra, Maitê Proença, Francisco Cuoco, Tom Jobim, Jorge Amado e família integram a lista. Assim como o apresentador Jô Soares, os cineastastas e diretores da Globo Andrucha e Ricardo Waddington, o também cineasta Hector Babenco e o publicitário e idealizador do Rock in Rio Roberto Medina.A investigação, conhecida como SwissLeaks, mostra que nos últimos anos há casos de personalidades que receberam dinheiro público atrávés da Lei Rouanet e o Fundo Nacional de Cultura. Mas não é possível estabelecer nenhuma conexão entre essa verba com o dinheiro que circulou em contas bancárias na Suíça.

A Lei Rouanet permite a empresas financiarem projetos culturais e deduzir 100% do valor gasto do seu Imposto de Renda, até o limite de 4% do imposto devido.

Segundo o HSBC,o apresentador Jô Soares aparece relacionado a quatro contas encerradas também entre 2006 e 2007 no HSBC de Genebra. Ele está no acervo de dados vazado do HSBC às publicações identificado como "ator, jornalista, escritor e animador de televisão em canais de TV no Brasil".


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